Candidata a Presidência fala da Mineração em Minas Gerais
Postado em 20 de junho de 2010
Candidata do Partido Verde (PV) à Presidência fala sobre a mineração em Minas Gerais
Por Sandro Neiva
Numa coletiva de imprensa realizada na Universidade de Brasília (UnB) na última quinta-feira (17/06), perguntei à senadora e candidata à presidencia da República Marina Silva a respeito da mineração de ouro a céu aberto realizada em Minas Gerais e operada por empresas transnacionais, que deixam um rastro de poluição nas águas, no ar, nos solos e causam a desintegração de populações tradicionais.
Ela havia acabado de responder sobre a seleção brasilieira na Copa do Mundo e foi pega de surpresa com a pergunta difícil. Sua resposta, como eu já imaginava, foi vaga, superficial e pueril, apesar de politicamente correta. Nada que o Serra ou a Dilma não defenderiam. Defendeu Royalties mais elevados e fim de isenções tributárias para as mineradoras transnacionais. Parecia preocupada apenas com a questão financeira. Falou também que num encontro em Minas Gerais, havia defendido que seja repensado um novo modelo para a mineração, só não especificou que modelo seria esse e em que moldes. Também ficou muito presa ao que diz a legislação ambiental, como única forma de proteger as comunidades que sofrem os impactos socioambientais.
Enfim, às vésperas de uma eleição, a candidata do Partido Verde pareceu desconhecer os reais efeitos de uma exploração transnacional a céu aberto, que utiliza venenos químicos como o cianeto, fabrica barragens de rejeitos e latrinas tóxicas que se tornam passivos ambientais, empobrece e adoece povos que vivem próximos às lavras, especula suas terras e destrói sua cultura ― tudo em nome do “progresso” e da geração de emprego e renda. Triste Brasil!